Atenção | Guilherme Otani

Atenção

Apesar da vacina ser a forma mais eficaz de se prevenir contra a febre amarela, as pessoas que estão em tratamento contra o câncer e/ou que receberam alta recentemente não podem ser imunizados – nem com a dose única e nem com a fracionada. Os riscos de efeito colateral e de morte são maiores para este grupo.

A infectologista Soraia Mafra explica que indivíduos com câncer estão imunossuprimidos, isto é, com imunidade baixa decorrente dos tratamentos de quimioterapia e/ou radioterapia: “Com a vacinação, há um estímulo para que as células de defesa (células do sistema imunológico) produzam anticorpos contra o vírus da febre amarela, o que não acontece facilmente com o paciente oncológico em tratamento. A produção de anticorpos de defesa é menor e estas pessoas tem mais risco de eventos adversos relacionados à vacina, podendo adoecer ao entrar em contato com o vírus, mesmo atenuado. Ele pode vir a óbito por não conseguir combater o vírus”, alerta.

A restrição é apenas para quem iniciou o tratamento. Pessoas que receberam o diagnóstico mas não começaram o tratamento podem ser imunizadas desde que seu médico seja consultado previamente. Somente ele pode dizer se a pessoa está apta ou não para ser vacinada.

Prevenção

Embora a vacina seja o meio mais eficaz de se proteger contra a febre amarela, para quem não pode  receber a vacina, a infectologista orienta que se evite áreas de risco, como rurais e silvestres. Se morador de tais regiões, é preciso proteger bem a casa com telas, mosqueteiros e usar diariamente repelente (o que deve ser feito também por todos, mesmo quem não está em regiões consideradas de risco).

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