Doença do beijo | Guilherme Otani

Doença do beijo

Já ouviu falar em Doença do Beijo? Nome popular da Mononucleose, ela é comum entre os jovens de 15 a 25 anos e costuma aumentar na época do carnaval, porque o vírus Epstein-Barr é transmitido pela saliva (e os beijos trocados durante os bailes e blocos se tornam um grande meio de transmissão).

Seus primeiros sintomas começam a aparecer entre quatro e oito semanas após a contaminação e duram até duas semanas. Os mais comuns são febre alta, dor de garganta e dores pelo corpo, fadiga, aumento dos gânglios cervicais (ínguas) e vermelhidão na pele após uso de antibióticos. Em casos mais graves – e menos comuns – pode haver aumento do baço e do fígado, causando alteração nas enzimas hepáticas e, em casos extremos, hemorragias e até hepatite.

Como os sintomas são parecidos com os de diversas outras doenças, o médico otorrinolaringologista Mohamad Saada destaca a importância de se consultar um médico e realizar o exame de sangue para confirmar a doença: “Não há tratamento específico. A orientação é tomar medicamentos sintomáticos para aliviar dor e febre (indicados pelo médico), ficar em repouso e se hidratar bem”.

Em tempo

Embora o beijo seja o meio mais comum para a transmissão, o vírus pode ser transmitido pelo espirro, tosse e até copos e talheres usados por alguém infectado.

Mesmo após o desaparecimento dos sintomas, o vírus permanece no corpo por toda a vida. Porém, a contaminação acontece principalmente na fase mais aguda dos sintomas (a transmissão pode acontecer até um ano depois do surgimento dos primeiros sinais da doença).

“Não existe nenhuma vacina ou medicamento para prevenir a Mononucleose. A melhor prevenção é evitar o contato, seja com beijo ou utilizando os mesmo utensílios, da pessoa que tem a doença”, finaliza o médico.

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