Willy sempre foi avesso a homenagens póstumas. Dizia que não queria virar nome de rua porque reconhecimento e gratidão são demonstrados enquanto o outro ainda está vivo. E esta foi apenas uma das coisas que aprendi com ele (redigi uma homenagem há cerca de um ano, que compartilhei nos stories do Instagram, anteontem) durante a década em que trabalhamos juntos diariamente.
Não é segredo que nos afastamos nos últimos anos, assim como também não é segredo que discordávamos em algumas coisas. Não é segredo que o Willy tinha defeitos, mas também não é segredo que todos nós os temos.
Ultimamente, manter a política da boa vizinhança era o fio condutor dos nossos encontros. Mas o que não nego, nunca, é a gratidão (na acepção da palavra, sem a banalização que ela ganhou nos últimos tempos) que tenho por ele.
Foi o Willy que me estendeu a mão num momento importante da minha vida. Foi ele que me ofereceu trabalho no WillyVirtual, na produção de um programa de rádio na Metropolitana e de outro, na TV; além de – desde a fundação e durante oito anos – no “Caderno W”.
Comemoramos nossos aniversários em conjunto, algumas vezes. Eu sou de junho e ele de julho. Esta foto, de dez anos atrás, foi num destes momentos: ele fazia 61 e eu 34.
Com a partida dele, domingo (22), tenho rememorado alguns dos muitos momentos vividos juntos, algumas portas abertas e a oportunidade de aprender que ele me ofereceu.
Falo bastante sobre a importância do network; e tive uma escola e tanto, neste quesito, chamada “Willy Damasceno”.
Ontem de manhã me despedi dele, fisicamente. Mas as lembranças que tenho – e que ficarão pra sempre – são muitas. E lindas.
Faça sua passagem em paz, Willy. Você foi como mais queria, sem sentir nada. Obrigado por tudo.








