Joel Reis

Joel Reis

GO: Qual é a sua formação? Como se dá o seu dia a dia profissional?
Joel Reis: Sou formado em Publicidade e Propaganda, com ênfase em Comunicação Social. Meu dia a dia é um mix de tudo o que faço, já que me intitulo Gestor de Comunicação (não apenas Relações Públicas).
Meu trabalho abrange muitas áreas, do cuidado e direcionamento das redes sociais dos clientes ao relacionamento e outros projetos, maiores, como por exemplo o Programa “Cultura & Design”, na TV Cultura, onde sou diretor e atuo como RP e diretor de arte.
Sem contar que também sou escritor com dois livros publicados pela Editora Senac (veja foto abaixo).
Em meio à pandemia participei, mês passado, de uma Conferência Internacional de Relações Públicas; onde estudamos novas tendências de mercado para o futuro (pós-Covid-19).

GO: Que faz, em síntese, um profissional de Relações Públicas?
JR: Desde que voltei ao Brasil, em fevereiro passado, achei que o termo “Relações Públicas” está um tanto quanto banalizado. Todo mundo agora se diz RP; mas ser RP é algo muito sério, pois você precisa saber gerenciar seu cliente, a imagem dele, gerir crise, fazer gestão, criar eventos. Não faço o trabalho das assessorias de imprensa e nem o belo trabalho dos publicitários. Me vejo como um guarda-chuva onde o cabo é o cliente, a ponta é a reputação dele e eu sou a lona que sustenta todos os pilares e processos para que ele (o cliente/a marca) possa ser visto como deseja, alcançando os objetivos que planejamos em conjunto.

GO: Em tempos de humanização do marketing, qual é o papel (fundamental) do RP?
JR: Nós, literalmente falando, avançamos em apenas 8 meses o equivalente a dez anos, no mundo digital. Vamos entrar agora numa nova fase, a chamada fase “FIGITAL”, que é a junção do físico ao digital.
Qual é, então, a função do RP neste caso? É fazer a conexão correta entre marketing, assessoria de imprensa e atendimento da empresa que nos contrata.
O RP faz um trabalho como o de um cerimonialista; olhando, avaliando e entendendo o que é melhor e mais assertivo dentro da visão e valor de cada cliente atendido.

GO: Cite alguns cases de sucesso de sua carreira.
JR: Comecei muito jovem: vim para São Paulo aos 19 anos e com 20 já trabalhava numa ONG que tratava de Deficientes Físicos com Síndromes Raras.
Quando dei por mim, por intermédio de uma prima, já estava trabalhando com eventos (minha maior escola foram os eventos, aliás).
Graças a Deus tenho grandes cases de sucesso realizados ao longo destes quase 21 anos de carreira, com trabalhos para Heineken, LG, SPFW, Elle, Vogue, MTV, Itaú, Safra e Land Rover, entre muitos outros.
Produzimos o lançamento do Twitter no Brasil, fizemos os lounges da Colgate Luminous na SPFW, o lançamento da Absolut Elyx mundial, da nova garrafa de Perrier-Jouët + Azuma Makoto.

GO: Fale sobre os livros que escreveu.
JR: Já são dois livros editados (estamos a caminho da produção do terceiro!).
No primeiro, a convite da Editora Senac, está o diário de bordo literal de um produtor de eventos.
Entre 2011 e 2012 o mercado teve uma inflação de pessoas que se intitulavam produtores de evento. Com esta percepção, a editora me contatou e comecei a escrever sobre o assunto.
“Sou Produtor de Eventos” trata do processo de entrevista, de como formatar um currículo, do que vestir, do que esperar, de como solicitar um feedback… Divaga sobre a produção em si, sobre como receber o job, como seguir o organograma de trabalho, a quem responder… Passa à parte prática (como produzir eventos de pequeno, médio ou grande porte; como um produtor deve se portar, da visita técnica ao pós-evento). Finalizo o livro falando de etiqueta de modo geral, de dress code a como montar uma mesa.
(…)
Já o segundo livro, “Gestão de Imagem”, de 15 capítulos, frisa muito o digital e como se projeta a imagem nele.
Em alguns capítulos estão disponibilizados testes para o leitor/aluno avaliar seu status atual.
Abordamos networking, relações públicas, coaching e sustentabilidade. A co-autora Roseli Mazulo, além de outros profissionais (cada capítulo foi embasado por uma pessoa da área, além do prefácio ter sido escrito pelo Arlindo Grund) marca presença na obra que finalizo ensinando gestão financeira, algo pouco praticado hoje em dia.

GO: E o futuro, como vê?
JR: Vejo um futuro híbrido e “figital”. Menos artificial e mais próximo, mesmo que estejamos passando por uma pandemia.
Acredito num futuro mais leve, onde as pessoas possam se ver mais e estar mais próximas, mais originais.
Meu desejo é de que elas (as pessoas) vivam mais suas próprias essências, e não as dos outros.
Aliás, as faço um convite. Olhem-se no espelho todos os dias e se perguntem: o que vim fazer aqui? Qual vai ser meu legado? Qual será meu tom de voz? Qual será a minha reputação? Como sou visto? Isto as ajudará a refletir e melhorar consigo mesmas e com os outros!

Aprendi a ser jornalista na marra.

Sou formado em Direito mas, desde que me conheço por gente, curto comunicação. E a curtida é latu sensu: jornal, rádio, TV, revistas e, mais recentemente, redes sociais.

Com base nestes mais de 20 anos de prática e passagens por vários veículos, o que um dia foi um blog, virou site: o “GO” tem a incumbência de trazer informação variada, dicas, falar sobre cultura e cobrir o social do pedaço.

Hope you enjoy.

27 de janeiro de 2021

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