Paisagismo

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O que preciso (infraestrutura) para implantar um jardim vertical?

Não muito. O jardim vertical natural pode ser aplicado em qualquer superfície vertical externa e, em alguns casos específicos, em superfícies internas, desde que haja ótima iluminação e ventilação natural.

Em síntese, é preciso comportar três requisitos: um ponto de água, um de dreno (ou ralo próximo) e um ponto de energia. O ponto de água serve para fazer a irrigação automatizada e adubação. O de dreno é fundamental para receber o restante da água que, naturalmente, acaba não sendo aproveitado pelo sistema. E o de energia serve para instalar o sistema computadorizado inteligente como, por exemplo, um timer que aciona a irrigação de acordo com a programação diária.

Qual é o melhor tipo de jardim vertical para ambientes externos e internos?

Se a intenção for instalar um jardim vertical em uma área externa, o mais recomendado é o jardim natural porque oferece tudo o que a planta precisa: circulação de ar e iluminação solar, o habitat ideal para a planta crescer forte.
Porém, em alguns casos muito específicos, é possível colocar uma parede verde em ambiente interno, desde que exista o mínimo de luz e circulação de ar.

Para ambientes fechados, o mais adequado é um jardim vertical preservado, artificial ou moss, que não precisam de iluminação nem de água. Ou quando uma obra está finalizada e não é possível puxar um ponto de irrigação, um dreno e nem um ponto de energia.

Atualmente, qual é o melhor sistema de jardim vertical natural?

No passado, o principal sistema de jardim vertical natural era o pote meia-lua, aquele que pendura na parede. Depois, bloco de cerâmica/cimento, onde se faz uma alvenaria para colocar o jardim vertical.
Mas isto acabou caindo em desuso porque as plantas não conseguiam se desenvolver, acabavam morrendo. Gerava manutenção extra, troca e, automaticamente, um custo pós-obra. Desta maneira, criou-se um falso conceito de que jardim vertical “dava muita” manutenção.

Atualmente, o jardim natural com mantas é a técnica mais recomendada, pois possibilita o melhor desenvolvimento das plantas, enraizamento e fertirrigação (adubação por meio da água). Consegue-se manter a planta saudável sem terra e sem substrato

Como é feita a instalação de uma parede verde?

A instalação é feita de uma forma limpa, rápida e prática (a parede não precisa de nenhuma estrutura adicional, tampouco estar impermeabilizada): a estrutura básica do jardim natural se divide em afastadores metálicos, placas modulares impermeáveis e manta de alta densidade.

Como é realizada a manutenção de um jardim vertical natural?

Neste processo é feita a poda, retirada de folhas amarelas e eventual troca de algumas espécies. Cuida-se, ainda, da adubação e controle das pragas. A periodicidade depende do tipo do jardim e sua localização, podendo variar em intervalos mensais, bimestrais ou trimestrais.

Posso regar o jardim manualmente?

Tal processo deve ser automatizado! A tecnologia é fundamental para o desenvolvimento do jardim vertical.
Sem este tipo de irrigação, um jardim natural não vai se desenvolver e acaba não sobrevivendo.

Qual é o tempo de vida de um jardim vertical?

Não existe um tempo determinado; tudo vai depender da manutenção. A médio prazo, as plantas terão problemas irreversíveis e precisarão ser substituídas.

Quais são os benefícios de contar com um jardim vertical natural?

São inúmeros. O primeiro ponto que vale ser destacado é a contribuição energética para o espaço e seu entorno. O verde auxilia em manter um ar mais puro e saudável, pois retém impurezas e poluentes que estão na atmosfera.
Além disto, exercem um papel importante no conforto térmico, já que protegem contra a alta temperatura e ajudam a manter o clima ameno durante o frio.

Outro item diz respeito à beleza natural. As plantas são uma riqueza proporcionada pela natureza e caem bem em diferentes tipos de ambientes.

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Tudo combina com plantas, que dão um “aspecto de vida” principalmente em áreas urbanas, com muito concreto.
Interessante: o jardim vertical está regulamentado como uma opção viável de compensação ambiental.

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Fonte: Viva Decora

Aprendi a ser jornalista na marra.

Sou formado em Direito mas, desde que me conheço por gente, curto comunicação. E a curtida é latu sensu: jornal, rádio, TV, revistas e, mais recentemente, redes sociais.

Com base nestes mais de 20 anos de prática e passagens por vários veículos, o que um dia foi um blog, virou site: o “GO” tem a incumbência de trazer informação variada, dicas, falar sobre cultura e cobrir o social do pedaço.

Hope you enjoy.

4 de fevereiro de 2020

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